Blog Bariátrica


Mensagem de paciente operado sobre reuniões pós-operatórias

De: "Humberto" <jh.orsini@uol.com.br>
Data: 23 de maio de 2009 12h39min31s GMT-03:00
Para: "bariatrica" <
sac@bariatrica.com.br>
Assunto: parabenizando...........

Ola Pessoal!!!!!!!!!!!

 

Ontem  sexta feira dia 21/05 ,retornei a Clinica Bariatrica depois de um longo periodo,estive um pouco ausente a tudo  que se refere a cirurgia,procedimentos, manutençao,tecnicas para nao engordar etc.etc.etc.

O que encontrei foi exatamente o que eu precisava,uma equipe voltada e muito preocupada com o que acontece com os ex-gordinhos ja operados,com uma proposta clara e muito complexa de acompanhamento para que os que ganharam peso,consiga de uma forma objetiva rever seus conceitos e atitudes ,fatores que levaram a ganhar peso durante um certo periodo apos a cirurgia. .

Quero parabenizar a todos os responsaveis  por esta  proposta,pela ideia,pela iniciativa,pela realizaçao,e acima de tudo pela preocupaçao conosco e tambem pelo acompanhamento mes a mes que teremos,focando unicamente  a pessoa,acompanhando diretamente  seus habitos e  metodos alimentares

Vale tambem ressaltar que alem do acompanhamento que teremos mensalmente  com todos profissionais  que cada um necessita ,teremos ainda o lado interativo,social,onde poderemos trocar ideias,ouvir e relatar nossas experiencias com o grupo todo. 

 

Abraços a todos

Jose Humberto Orsini



Escrito por Dr. Irineu Rasera às 18h53
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Cirurgia por Orifícios Naturais (ou sem incisões)

Artigo publicado na Revista Trifatto nº14 jun/jul 2009, Editora AS3, www.trifatto.com.br 

Cirurgia por Orifícios Naturais (ou sem incisões)

Falando em fronteiras, o desafio da nova era é o NOTES (do inglês “Natural Orificies Transluminal Endoscopic Surgery” ou “Scarless Surgery”). A idéia é aproveitar acessos já existentes à cavidade abdominal a fim de realizar procedimentos sem causar maiores danos ou incisões. A questão estética é importante para determinadas pacientes ou profissionais, mas não é essencialmente isso que está em jogo. Trata-se de propiciar procedimentos cada vez menos invasivos e recuperações mais rápidas e menos dolorosas. Já é possível retirar vesículas biliares e apêndices cecais pela vagina ou até mesmo pela boca, através do estômago, com aparelhos especiais. Mais até: biópsias hepáticas, cirurgias dos rins e ginecológicas e, não tardará, algumas cirurgias para controle do peso caminham para essa via. Temos ainda a limitação tecnológica, os materiais ainda não estão bem desenvolvidos, o que não nos permite realizá-las com segurança em nossa prática diária. Mas a fase de treinamento já deu um gostinho – é fascinante. Uma tecnologia intermediária que está chegando parece interessante. É o “Single Port”, cujo objetivo é operar apenas com a incisão umbilical.

Bom, a ordem é viver bem. Ganhar qualidade de vida ao se curar ou controlar as doenças associadas ou simplesmente se sentir bem consigo mesmo. Tecnologias, sejam bem-vindas. Novas Cirurgias da Obesidade, Cirurgia do Diabetes e Cirurgias sem Incisões – é um Tri-fatto na revolução médica científica.

 

 



Escrito por Dr. Irineu Rasera às 18h51
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Controle do Peso e do Diabetes

Artigo publicado na Revista Trifatto nº14 jun/jul 2009, Editora AS3, www.trifatto.com.br 

CIRURGIA METABÓLICA

Controle do Peso e do Diabetes

O que a Cirurgia Bariátrica e a Cirurgia do Diabetes têm em comum? Tudo. Diante do controle de quase a totalidade dos diabéticos tipo 2 (DM2) obesos submetidos à gastroplastia, um fato saltou aos olhos. Antes de uma baixa de peso significativa, a glicemia se normalizava. Isto levou os cientistas a investigarem, e descobrirem, que fatores hormonais produzidos no sistema digestivo participavam de maneira decisiva no controle do metabolismo da glicose. E que as alterações induzidas pelas cirurgias de controle do peso, além de diminuição do apetite e aumento da saciedade, propiciavam uma normalização rápida da glicose sanguínea. Em se tratando de doença crônica, cheia de complicações e de forte impacto social como é o diabetes, qualquer luz que traga esperanças de bons resultados é vista com toda a atenção.

De consenso, portadores de DM2 com qualquer grau de obesidade podem ser candidatos a um tratamento cirúrgico. Primeiro se avalia a capacidade do pâncreas em responder ao estímulo pós-operatório, através de exames relativamente simples. Depois, preparo multidisciplinar aos moldes da rotina bariátrica. Tudo obviamente sob os cuidados atentos do endocrinologista. Não há mais espaço para individualidades profissionais.A “Derivação Gástrica em Y de Roux” (DRYR) por laparoscopia é o procedimento de escolha. A capacidade do estômago é reduzida de maneira que se possa comer bem, mas chegando à saciedade com menor volume. A fome também diminui pois, comprovadamente, a Grelina – o “hormônio da fome” - diminui acentuadamente. Os alimentos passam deste novo estômago a uma alça intestinal, onde o processo digestivo continua e onde ocorre outra estimulação hormonal, a grande responsável pela normalização do DM2 juntamente com a exclusão duodenal do trânsito alimentar. Anestesia geral e 3 dias de internação hospitalar são necessários.

Existem outras cirurgias para controle glicêmico, algumas ainda sem consenso ou em fase de estudos: o “Sleeve” Gástrico (ou Manga Gástrica), a “Duodenal Switch”, a Derivação Biliopancreática (Scopinaro) e até mesmo a Banda Gástrica Ajustável Laparoscópica. A DGYR ainda é a mais realizada no mundo.

E para os diabéticos tipo 2 não-obesos? A comunidade cientifica também estuda operá-los através de diferentes procedimentos: a Derivação Duodenal (Cirurgia de Rubino) e o Freio Neuroendócrino (ou Transposição Ileal). Possivelmente a própria DGYR e o “Sleeve” venham a ser considerados. A glicose se normaliza rapidamente mesmo naqueles que tomam insulina, sem baixar muito o peso. Discute-se porém a consistência desta recuperação, a análise do índice risco-benefício e do impacto sobre o risco cardiovascular, objetivo final do controle do diabetes. Pouco adiantaria ter glicose normal, caso a incidência de infarto não diminuísse. Minha opinião pessoal é que estamos próximos de refinar as indicações cirúrgicas nesta população, cuja dependência está nos esclarecimentos definitivos da fisiologia hormonal intestinal.

A medicina como um todo é guiada pelas evidências. Todas as decisões de operar ou tratar clinicamente estão descritas na literatura médica mundial, resultado de pesquisas internacionais, quase sempre repetidas em centros diferentes a fim de serem adequadamente testadas. Nesse modelo já se encontram os tratamentos da obesidade e do DM2 em obesos. Não é pertinente se posicionar contra ou a favor, é uma evidência. Agora, quando se trabalha na fronteira da medicina, como é o caso de operar DM2 não-obesos, mais que em qualquer outro momento, manter o bom-senso é essencial. Atuar dentro de protocolos oficiais de estudos, desnudos de preconceitos e opiniões radicais é saudável e ético.

O mesmo se discute sobre a obesidade leve ou moderada e que ainda não causou uma doença pelo excesso de gordura corporal, mas que incomoda e tolhe a qualidade de vida de pacientes que, por questões profissionais ou sociais, são diretamente afetados por ela. Cito exemplos de mulheres com obesidade leve, na faixa dos 40 anos, originárias de famílias obesas. Ou adolescentes obesas moderadas, sem DM2 ou hipertensão, mas que desde sempre tiveram gordura corporal aumentada. Qual a possibilidade de obterem resultados duradouros com medicações? Muito baixa. Qual medicamento usar? Novos, não há. A depressão, a baixa estima, a exclusão social são comorbidezes psicológicas. Quem dirá não? É um ponto delicado e não se pode banalizar as cirurgias de controle do peso, mas também não se pode negar as dificuldades de se perder o excesso de peso com os tratamento não-cirúrgicos. Levar uma vida de combate ao sedentarismo, ter limites no consumo de gorduras e carboidratos, controlar a ingestão de bebidas alcoólicas e refrigerantes talvez encontrem força e disposição no rearranjo hormonal ou após os cuidados nutricionais e psicológicos que são usados aos portadores da obesidade avançada. Por que não usá-los de maneira racional a quem necessita? Em diversos países se discute a realização de procedimentos mais simples e de baixa morbidade, como a colocação da Banda Gástrica Ajustável Laparoscópica nestas situações. Uma esperança, até termos medicamentos mais eficazes.

 



Escrito por Dr. Irineu Rasera às 18h47
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