Blog Bariátrica


Ser mãe após Bariátrica

Estampada na primeira página do Jornal de Piracicaba ( http://www.bancadigital.com.br/jpiracicaba/reader2/ ) da edição de domingo, está uma paciente de nossa clínica, operada há anos. E ela conta sua história e sua espera de 15 anos para ter uma gestação bem sucedida. Após perder uma filha prematura e ter 4 abortos espontâneos, vive hoje radiante seu primeiro dia das mães ao lado de seu filho de 11 meses. Externo a ela publicamente toda a alegria de nossa equipe ao vê-la realizada e feliz, merecedora de mais essa vitória sobre obstáculos da natureza em sua vida.

Ainda persistem dúvidas em certas mulheres portadoras da obesidade mórbida sobre como seria a maternidade caso fossem submetidas a uma cirurgia de redução do estômago. Existe o medo de não comer o suficiente para nutrir o bebê intra-útero, de apresentar alguma deficiência vitamínica, de ter um filho com mal-formação. Algumas arriscam engravidar mesmo obesas. Correm os riscos de apresentar diabetes gestacional, hipertensão arterial e até eclâmpsia. Mas posso garantir que os riscos de uma gestação pós-bariátrica são bem menores do que gestar obesa. Não há evidência nenhuma que sugira o contrário. Gestar após o emagrecimento é saudável; basta apenas tomar diariamente seu polivitamínico acrescido de uma suplementação de ácido fólico, que aliás tem sido rotineiramente recomendado a todas as gestantes, mesmo às não-bariátricas. Nada vai faltar ao bebê. Em nossa experiência, já presenciamos mais de 80 nascimentos pós-gastroplastia, todos bem.

O melhor período para se pensar na gestação é após 12 meses da cirurgia. A futura mãe já se adaptou à nova rotina de alimentação, já vive o "gostinho" de ter emagrecido e a cabeça está preparada para mais este projeto de vida. E se acontecer antes? Bem, não é recomendado, mas não é motivo de desespero. Basta acompanhar de perto na clínica, seguir com exames e vitaminas e, confesso, a chance de ter problemas continua pequena. Fica a preocupação (da paciente) sobre a evolução do peso, se vai emagrecer ou não, como será após o nascimento. Se fizer tudo como recomendado, vai atingir a meta de perda de peso com estabilização após uns 3 meses do parto.

Encerro lembrando que a obesidade é fator de risco para a gestação e, antes disso, é complicante para a concepção. Muitos casos de infertilidade (possivelmente a maioria nas mulheres obesas) são atribuídos ao excesso de gordura corporal. Ao emagrecer a fertilidade retorna, os ciclos passam a ser ovulatórios, fica mais fácil engravidar.

Às candidatas a mamãe, atenção ao peso!   

 



Escrito por Dr. Irineu Rasera às 16h35
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